Antes de respondermos o que vai ficar talvez seja melhor analisar o que está a acontecer agora.
A prática do teletrabalho
O trabalho remoto, ou teletrabalho, que já era praticado por muitos profissionais de acordo com a política de cada empresa era até 2019 uma forma sutil de provocar uma mudança de comportamento, levando funcionários a consumir menos infraestrutura (cara) das empresas).

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Haviam empresas que obrigavam um trabalho remoto (Home Office) uma vez por semana, outras a critério do funcionário desde que ele estivesse um dia por semana nos escritórios da empresa.
Para os profissionais de TI esta prática já era aberta, e estava a passar por um momento de transição entre o trabalho local, trabalho remoto e o trabalho nômade (recomendo a leitura de “De onde vou trabalhar em 2021”)
Com o COVID-19 já sabemos o que aconteceu. Para aqueles que podem trabalhar no formato remoto, esta foi a adoção da grande maioria das empresas.
Mas do ponto de vista de controle, foi difícil para as empresas que não tinham esta prática se adaptar. Algumas até voltaram atrás, em países como no Brasil, o trabalho no escritório da empresa não foi proibido.
A discussão sobre o trabalho híbrido
A grande discussão que surgiu foi entorno da seguinte situação: “Quem prefere trabalhar remoto e quem prefere trabalhar no escritório da empresa?”
E esta pergunta é muito importante, pois muitos profissionais não conseguem trabalhar remoto, ou de casa, pois lhes faltam: infraestrutura, tranquilidade para o trabalho, organização pessoal para um novo modelo de trabalho, autocontrole.
Então surge a ideia, ou opção, do Hibrido, que já era o que algumas empresas incentivavam conforme descrevi no começo do texto.
O que de fato temos é um novo nível de maturidade nas relações de trabalho, e assim tem que ser.
As vezes aprendemos algo novo de forma suave, as vezes é a força (não escolhemos passar pela Pandemia COVID-19), as vezes incorporamos um novo hábito, as vezes isto é muito difícil de fazer.
Uma pesquisa da Robert Half, recém publicada pela editora do Linkedin Claudia Gasparini diz que: “95% dos executivos preveem trabalho híbrido para sempre”
O trabalho nômade (que é outra coisa diferente do trabalho remoto em muitos detalhes) é também uma tendência, (recomendo a leitura do livro de Matheus de Souza – O Nômade Digital)

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Está na hora de conclusões?
Talvez seja cedo para uma conclusão definitiva, o que sabemos é que o processo acelerou e que as possibilidades aumentaram.
Olhar a perspectiva do outro é sempre uma decisão sábia e madura.
Amadurecimento de empregado e empregador não estava na lista de sintomas causados pelo COVID-19, mas certamente está a acontecer.
E como sempre digo, pois aprendi com o meu pai:
“A virtude está no meio” – Joel Gopfert Pinto (in memmorian)
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