Existem muitas demissões acontecendo, mesmo no mundo de TI (Tecnologia da Informação). Nem todas as empresas de TI estão a suportar o impacto econômico do COVID-19 e também estão a reestruturar suas equipes.
Demissões por incapacidade da empresa em manter o volume de negócios, são posições que serão recuperadas a longo prazo (em boa perspetiva 2 anos). Mas demissões por reestruturação tecnológica, geram uma reposição de profissionais com qualificações profissionais diferentes.
Um estudo do BCG Boston Consulting Group, publicado na reportagem de Daphne Leprince-Ringuet na ZDNET, traz a reflexão sobre o problema de repor estes profissionais com novas qualificações (Technology will create millions of jobs. The problem will be to find workers to fill them).
A resposta é lenta, pode ser acelerada, e depende de empregados e empregadores.
A resposta é treinamento, formação, requalificação de forma acelerada.
Como criar um programa de requalificação profissional
Esta é a chave para o atendimento da demanda crescente em novas tecnologias da informação que estão a ser puxadas pela transformação digital.
As empresas de tecnologia da informação não são essencialmente formadoras, e para isto devem procurar centros de formação profissional qualificados, para uma uma parceria de programas de requalificação profissional.
As empresas de formação devem ter planos especiais para gerar em curto prazo muitos profissionais qualificados, essencialmente com sessões de treinamento por EAD Ensino a Distância.
E na última parte deste tripé está o profissional de TI, ele precisa dedicar-se a requalificação tecnológica.
Profissional de TI tem que estar sempre a aprender algo novo.
A solução apresentada não parece algo novo
E talvez realmente não seja uma solução nova, mas quando adotada com um novo propósito e com parcerias entre Empresas, Formadores e Profissionais, esta combinação pode acelerar os resultados.
A oferta de vagas é maior do que a quantidade de profissionais qualificados
A quantidade de vagas para profissionais de TI não atendidas pelo mercado de profissionais é um número grande, dizer exatamente quanto é pode ser uma ingrata pesquisa pois ao terminar a mesma, os números já serão outros.
Ordens de grandeza podem ser mais úteis, como por exemplo, existe um profissional qualificado para cada 20 vagas publicadas.
Através da Escola do Trabalhador 4.0, o Governo Federal pretende capacitar 5.5 milhões de pessoas para reinserção no mercado de trabalho, e este plano terá a curadoria da Softex
O que nos leva a concluir
A requalificação profissional é o caminho para o preenchimento das vagas que estão ai e com tendência de crescimento.
Sozinhos, Empresários, Centros de Formação e Profissionais de TI não irão além da troca de posições.
É necessária a parceria, a formação profunda e da alta qualificação técnica para gerar o diferencial.
O Brasil possui bons profissionais de TI e isto pode ser um diferencial no mercado de trabalho global, mas não podemos achar que o que temos é o suficiente.
Para tornar o Brasil um país de destaque de profissionais de TI é igualmente necessário que estes profissionais falem fluentemente o inglês.
Precisamos passar por um processo de qualificação de grande escala, audacioso, liderado por empresas brasileiras que entendam o quanto é estratégica esta posição na economia global.
O salto deve ser uma estratégia nacional, mas pode ser liderada por grandes investidores e bancos com capacidade financeira de acelerar o processo.
Chegar a Lua não é mais o desafio, mas desenvolver a capacidade de profissionais para fazer o Homem chegar onde quer que queira é o novo desafio.
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