Paradoxos são as grandes questões dos novos tempos, mas não são novas questões.
O paradoxo de que a economia mundial gera mais bilionários e milionários e ao mesmo tempo gera mais pobres a cada minuto.
O paradoxo do trabalho, que ao poder ser remoto mostra que muitos o querem presencial, e ao ser presencial indicam uma tendência ao digital remoto encurtando distâncias globais.
O paradoxo das fronteiras em um mundo globalizado, o paradoxo da saúde quando o que se trata é a doença.
Existem muitos paradoxos, mas nenhum é novo.
E não precisamos de mais um, precisamos que os extremos das contradições sejam aproximados, precisamos de diminuição entre os extremos e não distanciamento.
Não precisamos de Capitalismo, nem Comunismo, nem Socialismo ou qualquer outro ismo, precisamos de aproximar o pensamento para o equilíbrio.
A consciência sobre os problemas é o caminho para as soluções
O professor de Harvard, Michael Sandel, explica por que acredita que a Meritocracia está “quebrada”, e por que devemos, também, no mínimo pensarmos sobre isto. – (Why meritocracy is broken and how to fix it).
O CEO da Microsoft Satya Nadela explica o ponto de vista da Microsoft sobre o trabalho híbrido e porque isto é também um paradoxo. – (The hybrid work paradox)
A solução está em cada um
Sempre na história da humanidade cada um de nós tem a necessidade de uma solução personalizada, o que serve para um maioria, não servirá para milhões mesmo que sejam uma minoria.
E ai mais um grande paradoxo, o da democracia, o poder emanado pelo povo, mas que é exercido por alguns, o poder que é manipulado pelas massas para que alguns manipulem novamente as massas.
Apesar de parecer, este não é um texto político, nem a favor de A ou de B. Temos que estar bem além disto. Pois se a solução é para cada um nunca será dada por um.
A solução está na diminuição das diferenças
Por que vemos multibilionários preocupados em retornar para a sociedade parte do dinheiro que tem? pois sabem que o desequilibrio é uma ameaça para a civilização e para suas próprias riquezas e existências.
Como negar a importância do trabalho presencial de profissionais como médicos, enfermeiros, lixeiros, motoristas de ônibus, operadores de metrô, profissionais que trabalham nos supermercados, durante a pandemia COVID-19?
Como justificar que muitos destes profissionais sequer conseguem sustentar suas famílias, e muitos estão na faixa de pobreza.
Como negar a importância dos profissionais de TI, dos serviços públicos de energia, água e saneamento, que mesmo podendo trabalhar remotamente, foram igualmente importantes para que muitos outros também pudessem trabalhar remotamente ou presencialmente.
O equilíbrio é importante para uma pessoa, o equilíbrio é bom para uma família, o equilíbrio é bom para um pais, o equilibrio é bom para uma civilização.
A soma dos equilibrios de uma pessoa, em uma família, em uma cidade é a chave para o equilíbrio de uma civilização.
Enquanto existir uma pessoa sem ter o que comer, uma pessoa sem ter um trabalho e remuneração digna, enquanto as pessoas não tiverem direito a usufruir de obrigações do Estado, como saúde, educação, transporte, segurança, enquanto o desequilíbrio existir, as grandes questões dos novos tempos continuarão a ser os velhor paradoxos.
A solução é dignidade, cada pessoa tem que ter acesso a uma vida digna, e está mais do que na hora do extremo da cadeia ajudar o outro extremo.
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